A razão tem batido em sua porta e lhe feito perguntas que não sabe responder. Não sabe as respostas, não sabe do futuro, o presente a consome, as emoções lhe mandam dormir e seus olhos a mantém acordada.
Primeiro as emoções surgem com tamanha força que tomam a frente do que precisa ser feito e ela segue atrás, porque parecem tão certas que não há outro caminho a seguir. Depois que elas se acalmam, ressurge uma voz que vai tomando força aos poucos e que diz: "Ei, pensa aqui comigo..."
Quando essa voz surge - nem boa nem má, nem certa e nem errada, nem o anjo e nem o diabo - ela paraliza. E ali então fica, lutando contra demônios, recuada, pensativa e frustrada. Inspira e expira, sístole e diástole. Ai, ui.
"Calma", a voz lhe diz. "Calma, você não é mais uma criança que necessita que seus desejos sejam satisfeitos como você quer e na hora que você quer. Você não precisa ser perfeita e também não cabe responsabilizar os outros porque não poder ter aquilo que quer ter. Aceite seus desejos. Há algo a aprender sobre eles."








